Policiais Militares serão recebidos pelo governador de AL na quinta-feira...

Reunião foi agendada após intermédio dos deputados estaduais.
Categoria cobra aprovação de lei que realinha salários.

Do G1 AL

Policiais Militares estão em frente a ALE (Foto: Michelle Farias/G1)Militares e servidores da ALE se juntam para
impedir a votação da LOA.
(Foto: Michelle Farias/G1)
Após uma longa reunião com a participação de 7 parlamentares da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o grupo de Policiais Militares que ocuparam, na tarde desta quarta-feira (18), o prédio da Casa de Tavares Bastos, conseguiu agendar uma reunião, para a tarde desta quinta-feira (19) com o governador do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB). O encontro foi mediado pelos deputados estaduais, que se prontificaram em mediar a discussão entre uma comissão formada pelos militares e representantes do governo estadual.

Na oportunidade, os militares cobrarão do governador Teotonio Vilela Filho a aprovação de uma Lei que garante o realinhamento salarial da categoria, transparência na aplicação dos recursos da segurança pública e melhores condições de trabalho nos grupamentos da capital e do interior.

"A reunião da tarde desta quarta-feira foi toda baseada no entendimento. Ouvimos as queixas da categoria e entendemos a necessidade da Polícia Militar. Assim, vamos acompanhar a reunião para que as partes cheguem a um consenso, evitando problemas para a população", disse o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), ao enfatizar que, nas discussões, os militares defendem também mudança na cúpula da segurança pública.

Cobranças
A sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas desta quarta-feira (18), que votaria a Lei Orçamentária Anual (LOA), foi impedida pelos servidores da casa que estão paralisados até receberem o pagamento do salário de dezembro e do décimo terceiro. Os militares, que realizam a Operação Padrão desde ontem, também foram até a ALE pedir apoio aos deputados para que não votem a LOA.
Militares na Assembleia Legislativa (Foto: Michelle Farias/ G1)Protesto dos militares impediu a sessão da ALE na tarde desta quarta-feira (Foto: Michelle Farias/ G1)
O coronel Ivon Berto, presidente da Associação dos Servidores da Segurança Pública de Alagoas, também quer que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apure onde foram parar os recursos anunciados pelo governo para a Segurança Pública. "O governo anunciou que investiu R$ 200 milhões na segurança pública, queremos saber para onde foi esse montante, já que estamos atuando em péssimas condições de trabalho", afirma o PM.
O coronel disse ainda que entende a preocupação da população. "Os militares entendem que a soiedade precisa de segurança, mas a sociedade também tem que entender que desse jeito não dá para trabalhar", ressalta.
Flávia Cavalcate (PMDB) apóia protesto de servidores (Foto: Michelle Farias/ G1)Flávia Cavalcate (PMDB) apóia protesto de
servidores. (Foto: Michelle Farias/ G1)
Servidores da ALE
A presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas, Flávia Cavalcante (PMDB), diz que apoia a paralisação e que só colocará a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) quando o governo efetuar o pagamento do sálario de dezembro e do décimo terceiro.

"Há anos o salário de dezembro vem sendo pago só em janeiro. Precisamos de mais recursos. O duodécimo equivale a R$ 11 milhões e precisamos de R$ 15 milhões", explica.
Cerca de 830 servidores aderiram à mobilização. O deputado Ronaldo Medeiros (PT) esteve na Assembleia Legislativa e diz que é a favor do ato dos servidores. "Há seis anos que está nessa pendência e o orçamento é votado errado. Os servidores não podem ser reféns de erros do governo", diz o petista ressaltando que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ficou de se reunir com a equipe de finanças para dar um posicionamento aos servidores na sexta-feira (20).
Para Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Servidores da ALE (Assala), sem aprovação do orçamento os prejuízo são enormes para o estado porque o governo fica sem recurso. "Nós não vamos recuar e só voltaremos ao trabalho quando ele der um posicionamento sobre a nossa situação. Sendo assim, a votação não tem data para acontecer", ressalta afirmando que os deputados só podem entrar em recesso quando a Lei orçamentária for aprovada.
Paralisação servidores
Com a paralisação, a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro 2014 e outras matérias serão adiadas, segundo o presidente da Associação dos Servidores da ALE (Assala), Eduardo Fernandes.

"Paramos todas as atividades e estamos em assembleia geral permanente. Além da votação do orçamento, tem matérias importantes já carimbadas pela ALE que vão deixar de ser votadas. O governo acaba perdendo importantes empréstimos e financiamentos", disse.
"Em reunião com o governador na última semana, notamos que ele foi bem sensível à categoria e disse que até sexta-feira (20) nos daria algum posicionamento, mas precisamos de uma decisão mais urgente. A ALE, inclusive, já deveria estar em recesso", afirmou Fernandes, destacando que os servidores continuarão paralisados.
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) informou, por meio da assessoria de comunicação, que não vai se posicionar neste momento sobre o assunto devido às negociações com os militares sobre o realinhamento salarial. De acordo com a assessoria, não há nenhuma reunião entre representantes da Assembleia e o Governador marcada para esta semana.
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