Mulher desaparecida em RR é achada morta; ex fala em transporte de drogas

Autônoma havia sumido de Boa Vista, onde morava, há uma semana.
Mulher iria levar droga para município de Caracaraí, segundo ex-marido.



 A autônoma Lívia de Aguiar Marreiros, de 34 anos, desaparecida há uma semana, foi encontrada morta com as mãos amarradas para trás em uma mata no município de Caracaraí, região Sul do estado, na manhã desta segunda-feira (26). Segundo o ex-marido, Gandhy Sarmento, de 26 anos, não havia marcas de perfurações de tiros ou faca. A polícia informou que aguardará o laudo pericial que deve apontar a causa da morte. Ninguém foi preso ainda.

Conforme policiais, o corpo de Lívia foi encontrado por um homem que trabalha em uma fazenda e procurava seu cachorro quando sentiu um forte odor. Ao ver o cadáver, ele avisou ao seu patrão. A Polícia Militar foi acionada.

Sarmento ficou casado com Lívia por quatro anos e meio. Ele relatou ter entrado em contato com a ex-esposa pela última vez às 23h de segunda-feira (19). Sem notícias, parentes iniciaram buscas para localizar Lívia.

"Estávamos separados, mas mantínhamos contato. Ela chegou a ligar às 3h da manhã para o atual namorado dela. Ao retornar a ligação, não atendeu. Infelizmente, soube que ela foi encontrada morta com as mãos amarradas em uma mata. Fui ao município e, no local, reconheci o corpo devido a uma tatuagem que ela tinha no corpo", lamentou.

Sarmento notou o sumiço dela na quinta-feira (22) quando foi à casa onde morava a ex-esposa e não a encontrou. "Começamos a suspeitar do desaparecimento porque o atual namorado também não conseguia falar com ela", pontuou.

Troca de mensagens e prisão
Ele revelou ter trocado mensagens com Lívia antes de seu desaparecimento. Segundo expôs, em uma delas, a autônoma disse que iria a Caracaraí para fazer uma 'correria', termo usado para transportar drogas.

Lívia chegou a ser presa em 2005 no município de Bonfim por ter 'plantado' 700 gramas de maconha no armário de um colega de trabalho. À época, era professora e confessou o crime, justificando que estava devendo dinheiro a uma pessoa e para quitar a dívida teria de incrimimar a vítima. O ex-esposo confirmou o caso.

"Essa situação aconteceu mesmo e ela foi presa. Antes de desaparecer, me falou que iria a Caracaraí com o propósito de levar entorpecente, mas não sei com qual objetivo", enfatizou, acrescentando não saber informar se o envolvimento com drogas resultou na morte da ex-esposa. "Passam muitas coisas na cabeça num momento como esse. Não sei dizer".

A delegada do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas, Elivânia dos Santos, esclareceu que ainda não foi informada sobre a causa da morte de Lívia.

"Vamos saber quando o IML [Insituto Médico Legal] repassar o laudo pericial. Um agente nosso acompanhou o caso e a família recoheceu o corpo como sendo o de Lívia. Chegamos a fazer algumas oitivas e diligências quando investigávamos o desaparecimento dela. Nesta terça-feira (27), o caso será entregue à Delegacia Geral de Homicídios [DGH], que dará continuidade", citou.


Fonte: Rede Amazônica
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