Aeromoça encontrada morta em mala é velada em cemitério de Sumaré, SP

Enterro está marcado para 9h45 de quarta (11) no Cemitério da Saudade.
Marido da vítima foi encontrado morto na residência onde o casal morava.



O corpo da aeromoça Michelli Martins Nogueira, encontrada morta dentro de uma mala às margens de uma represa em Nazaré Paulista (SP), será enterrado por volta das 9h45 de quarta-feira (11) no Cemitério da Saudade, em Sumaré (SP). O velório teve início às 21h desta terça-feira (10). O marido da vítima, principal suspeito do crime, cometeu suicídio na residência do casal.

O corpo da aeromoça foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Bragança Paulista (SP), no fim da tarde desta terça-feira e encaminhado para o velório em Sumaré. Michelli foi encontrada na represa de Atibainha, em Nazaré Paulista, por volta das 19h de segunda-feira, após uma denúncia anônima. O principal suspeito do crime, segundo a polícia, é o marido dela, Julio César Arrabal, encontrado horas depois morto enforcado em um cinto.

Usuário de drogas
A comissária de bordo havia ameaçado se separar do marido caso ele voltasse a se drogar, afirmou o irmão dela, Gilson Alves Nogueira. "Ela falou para ele que se ele voltasse a usar [droga], ia largar dele", disse Nogueira.



Segundo os familiares de Michelli, que estiveram na casa da vítima na manhã desta terça, Arrabal usava cocaína e chegou a ficar alguns meses internado em uma clínica no ano passado. O irmão, que é fisioterapeuta, acredita que ela pode ter flagrado o marido usando drogas quando chegou de viagem no sábado (7).

Segundo o outro irmão de Michelli, o motoboy Daniel Alves Nogueira, o cunhado não aceitava terminar o relacionamento. "Ele não aceitava a separação. Para mim, é um covarde. Se queria se matar, se matasse sozinho. Para que levar minha irmã junto? Minha irmã dava tudo pra ele", afirma.
"[O corpo] foi jogado em uma ribanceira e, aparentemente, ela foi morta com pancadas na cabeça. Há marcas de lesões no crânio e na boca. No restante do corpo, não há vestígios de lesões, nem de violência sexual", afirmou o delegado Luiz Carlos Ziliotti, de Nazaré Paulista.

O crime
Na residência do casal, a Guarda Municipal encontrou o corpo de Julio Arrabal, uma faca suja de sangue, uma garrafa quase vazia de vodca e vestígios de consumo de drogas, de acordo com o Boletim de Ocorrência. No banheiro, sete embalagens vazias usadas para armazenar drogas estavam dentro de um cesto. Em outro quarto, havia uma nota de R$ 2 enrolada.
Apesar da casa ter uma garagem, o carro de Arrabal estava estacionado na rua, de acordo com o BO. Dentro dele, guardas encontraram objetos pessoais da mulher, entre eles, um notebook.

Investigações
De acordo com o delegado da Delegacia Seccional de Bragança Paulista, José Henrique Ventura, um radar no km 70 da rodovia Dom Pedro I, que liga o município à região de Campinas, flagrou o carro de Arrabal acima da velocidade permitida por volta das 10h30 de segunda-feira. Durante a madrugada, o mesmo veículo foi encontrado em frente à casa do suspeito em Sumaré.
"O caso está quase esclarecido. Há algumas evidências quando você percorre o caminho entre o crime e o criminoso. O carro estava em frente à casa do suspeito com uma luz acesa e o homem estava pendurado e enforcado, com marcas de sangue dentro da casa", afirmou Ventura.

Fonte: G1

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