Comandante da PM no Paraná pede para deixar o cargo

Repressão a professores causou guerra de versões entre comandante da PM e secretário de Segurança Pública, levando à saída do primeiro



O governo no Paraná confirmou, na noite desta quinta-feira, que o coronel coronel Cesar Vinicius Kogut pediu para deixar o cargo no comando geral da Polícia Militar. A pasta de segurança pública do Estado está em situação delicada após o conflito ocorrido entre policiais militares e professores no Centro Cívico, no dia 29 de abril, em uma ação que resultou em mais de 200 feridos. Os docentes continuam em greve - que completa 12 dias nesta sexta.

O próprio governo do Paraná divulgou que Kogut pediu sua exoneração do cargo alegando dificuldades administrativas na Secretaria de Segurança Pública. O atual chefe do Estado-Maior da PM, coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, assume o cargo interinamente.

Com a repercussão negativa da ação policial em frente à Assembleia Legislativa, durante a votação do projeto de lei que alterava regras do Paraná Previdência, a pasta de segurança pública precisou explicar o porquê de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha terem sido lançados contra os manifestantes por quase duas horas.

O secretário Fernando Francischini, em uma entrevista coletiva, afirmou que a responsabilidade pela ação era da PM. Isto gerou uma reação por parte do então comandante geral da corporação e de outros 15 coronéis, que assinaram um manifesto de repúdio contra as declarações do secretário. Eles afirmaram que Francischini sabia e ajudou no planejamento da ação, além de ter conhecimento sobre a possibilidade de feridos. Segundo o documento, o secretário foi informado sobre os passos adotados no dia.

Com o manifesto e a confirmação de Francischini na Secretaria, nesta semana, houve a formação de um novo conflito na área administrativa da pasta. Fontes ligadas à polícia já indicavam que Kogut não deveria permanecer no cargo com a continuidade de Francischini no governo.


Fonte: Terra



Reações:

Um comentário :

  1. Esse Francischini é o mesmo que atuou na Câmara federal a desfavor, CONTRA, as Polícias Militares, quer seja na PEC300, quer seja, como relator, na Lei das Guardas, onde de forma covarde não possibilitou espaço para as PMs apresentarem propostas de integração com as Guardas e também tratou de forma preconceituosa as PMs ao proibir inclusive relações entre as duas instituições. FORA FRANCISCHINI, O COVARDE!

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