'Mais de um envolvido', diz delegado sobre morte de universitário no RN

Fábio Rogério, da Homicídios, acredita que suspeito do crime recebeu ajuda.
Máximo Augusto, de 23 anos, foi encontrado morto no último domingo (3).



A Polícia Civil acredita que há mais de uma pessoa envolvida na morte do universitário Máximo Augusto de Araújo, de 23 anos - cujo corpo foi encontrado no último domingo (3) na zona rural de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Uma câmera filmou o estudante entrando em um motel acompanhado do principal suspeito do crime na madrugada da última sexta-feira (1º), dia em que o jovem desapareceu e não foi mais visto com vida.

Para o delegado Fábio Rogério, titular da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom), o suspeito visto na filmagem teve ajuda. "Tem mais de uma pessoa envolvida no crime", afirma. O delegado iniciou a investigação nesta segunda-feira (4) com uma primeira hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). "Houve uma morte e as pessoas que fizeram isso estão com os pertences da vítima. Em um primeiro momento a configuração é de latrocínio", explica.

A polícia ainda procura o veículo do estudante, um Palio branco de placas OWC-8357. O carro aparece na filmagem sendo dirigido por Máximo, tanto na entrada quanto na saída do motel. O corpo do universitário estava nu quando foi encontrado e sem pertences. Na gravação, o suspeito do crime estava no banco do passageiro. Contudo, o delegado informou ao G1 que na filmagem não foi possível identificar o homem.

Fábio Rogério acrescenta que o estudante passou 24 minutos no motel, entre as 5h35 e 5h59. Antes disso, Máximo foi visto do lado de fora da boate Vogue, no bairro Candelária, Zona Sul de Natal. De acordo com informações da família, Máximo entrou em seu carro acompanhado de um homem que segurava um capacete.
O segurança da boate suspeitou da situação e chegou a perguntar ao estudante se estava tudo bem com ele. Ao receber uma resposta positiva, viu o jovem deixar o local juntamente com o homem.
O corpo de Máximo só foi identificado após análise das impressões digitais, exame realizado no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). A causa da morte, no entanto, ainda não foi revelada pela perícia.

'Muita violência'
“Era um menino de coração bom, alegre, era a felicidade em vida. Máximo viveu intensamente. Ele era um ser iluminado, um anjo, e Deus quer os anjos perto dele. Mas ele não merecia passar pelo que passou, foi muita violência, nós queremos justiça. Paz e justiça", disse Magda Medeiros, prima do estudante durante o enterro dele. O corpo de Máximo Augusto foi sepultado na manhã desta segunda-feira (4) no Cemitério Público de Nova Descoberta, na Zona Sul de Natal.

Fonte: G1
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