Samu: com Huck e Angélica, hospital Recusou pacientes na UTI!

De acordo com coordenador-geral do serviço de atendimento, Luciano Huck e Angélica foram internados na UTI; decisão para isso "foi política"

A ta Casa de Campo Grande, para onde foram levados os apresentadores Angélica e Luciano Huck após o acidente aéreo sofrido no último domingo , negou atendimento a seis pacientes que precisavam ser internados na UTI e tinham sido socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos último dias.

Quem faz a denúncia é o coordenador-geral do Samu em Campo Grande, Eduardo Cury. Em entrevista ao Terra , ele contou que o casal não precisava ser colocado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de cirurgia cardíaca, mas foi transportado para essa área do hospital, segundo informou, para ser isolado do assédio dos funcionários.

Cury classificou de "política" a decisão do presidente da Santa Casa, Wilson Levi Teslenco, de internar o casal na unidade. "O presidente da Santa Casa age como se ela fosse propriedade dele. A fila do SUS [Sistema Único de Saúde] foi furada pelo sistema de administração do hospital", disse.

A Santa Casa, por meio da assessoria de imprensa, nega que o casal de apresentadores tenha sido internado na UTI do hospital. A Santa Casa afirmou, em nota, que Angélica e Luciano Huck ficaram internados em uma enfermaria instalada no quinto andar do estabelecimento, onde havia outros pacientes, e que a família ocupou apenas um apartamento da instituição.

De acordo com Cury, equipes do Samu tinham seis pacientes entubados que precisavam ser internados na UTI, mas as solicitações de internação foram negadas. "Ficamos empenhados em conseguir vagas para pacientes que precisavam da UTI na sexta, no sábado e no domingo, e fomos informados três, quatro vezes de que não havia vagas e equipamentos." Durante o período em que a Secretaria Municipal de Saúde - à qual o Samu está subordinado - tentou providenciar leitos em outros hospitais, a Santa Casa enviou, segundo ele, três mensagens de fax no dia 24, domingo, às 4h, 8h37 e 13h55, solicitando que pacientes não fossem enviados ao local.

O coordenador citou o exemplo uma paciente de 53 anos que foi socorrida pelo Samu no sábado (23) após ter enfartado. "Conseguimos vaga no hospital universitário apenas na tarde de domingo, e ela morreu uma hora depois da internação. Por falta de respirador, a paciente teria recebido respiração manual durante todo o momento até a internação.

"Em momento algum a Santa Casa negou ou recusou atendimento a qualquer pessoa que porventura tenha procurado o hospital ou encaminhada para assistência pelos entes reguladores. Tanto isso é verdade que no dia 24 de maio (dia do acidente com familiares do apresentador Luciano Huck), até as 17h, um total de cem atendimentos foram realizados, inclusive 12 encaminhados pelo Samu, dois pelo Corpo de Bombeiros e seis por ambulâncias do interior, mesmo estando esgotada a capacidade do hospital para pacientes críticos dependentes de respiração artificial," citou a Santa Casa em nota enviada hoje ao Terra . A instituição reiterou que "pacientes que necessitam de atendimento na referência exclusiva do hospital (politrauma, neurocirurgia e queimados), bem como aqueles não dependentes de respiração artificial, continuam sendo acolhidos na mais absoluta normalidade".

Cury questiona o motivo de Angelica e Huck não terem sido levados a um hospital privado, que, segundo ele, seria mais preparado para receber os apresentadores de modo a assegurar privacidade ao casal, e critica o fato de as fichas médicas dos apresentadores terem sido divulgadas pelos funcionários da Santa Casa. O coordenador acredita que se Luciano Hulk soubesse da "gravidade pelo qual o sistema público de saúde está passando", não teria aceitado a internação na UTI. Diferentemente do casal, o piloto Osmar Vaz, da MS Táxi Aéreo, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e só depois foi levado à Santa Casa, a pedido de Huck.

No e-mail de resposta ao Terra , o hospital informou ainda que "os familiares do apresentador Luciano Huck, na condição de vítimas de acidente aéreo (possíveis politraumatizados não dependentes de respiração artificial), deram entrada no pronto-socorro do hospital de forma espontânea, sem nenhum encaminhamento por parte dos órgãos reguladores. Foram atendidos tal qual todos os pacientes com esse perfil que buscam ou são encaminhados ao hospital, tendo sido inclusive atendidos pelo SUS".

A nota segue: "O mesmo se dá com relação aos seis pacientes sobre os quais o coordenador alega que tiveram atendimento recusado. Cabe ao regulador municipal, enquanto autoridade sanitária, decidir pela melhor assistência ao paciente. Se estes se encontram na UPA porque o regulador decidiu que diante das circunstâncias, esta unidade é o local disponível mais indicado."

De acordo com a Santa Casa, os 96 leitos de UTI do hospital continuam ocupados e sete pacientes dependentes de respiração artificial aguardam, internados na instituição, vagas em leitos de UTI. Na quinta-feira da semana passada, o hospital emitiu nota para informar que estava restringindo a entrada de pacientes que precisam de respiração artificial e UTI, pois todos os leitos do hospital estavam ocupados. "Além dessa restrição, o hospital suspendeu cirurgias eletivas (agendadas) de alta complexidade para pacientes que após a operação necessitem de leito de UTI, pois não tem leito vago no momento", informou.


Fonte: Terra

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