"Estão brincando de matar", diz Diretora sobre nova morte de preso

O detento Magnum Guedes de Moura na Cadeia Pública de Natal, morto na noite deste sábado (18), foi a 20a vítima registrada dentro do sistema penitenciário potiguar somente em 2015. Segundo laudo preliminar do ITEP, a causa da morte foi overdose por cocaína. Entretanto, escoriações nos braços e pernas do detento levantam suspeitas sobre as circunstâncias da morte.

De acordo com Dinorá Simas, diretora da unidade, Magnum era considerado um preso "tranquilo". O rapaz foi encaminhado para a CPN no dia 25 de setembro, e respondia por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

A diretora disse não acreditar que a morte tenha sido causada por uma briga entre facções. Na semana passada, a morte do traficante Joel do Mosquito, também na cadeia, levantou suspeitas sobre as facções, uma vez que o preso teria envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). "O que dizem aqui é que todo são do Sindicato do RN, mas não posso afirmar. Eles estão num silêncio danado", comentou a diretora.

Hoje, os mais de 200 detentos estão "soltos" entre os pavilhões da cadeia, visto que as celas destruídas nas rebeliões ainda não foram reconstituídas. Segundo Dinorá, isso também dificulta as investigações sobre as mortes.

"Acredito que a Polícia Civil está investigando, até porque temos que dar uma resposta à sociedade. Eles estão brincando de matar. O problema é que eles estão todos soltos, mais de 200 presos, que dificulta a investigação", justificou. Segundo ela, outro ponto comum entre as mortes é que elas só acontecem após o horário de visitas -- uma estratégia dos apenados para evitar que o benefício seja suspenso com a movimentação.



Fonte: tribunadonorte
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