Menina esfaqueada em escola não sente braço, diz pai

Aluna foi ferida com três golpes na cabeça por colega dentro da unidade.
Jovem foi levada para hospital e deve passar por avaliação neurológica.

A estudante de 15 anos que levou três facadas na cabeça dentro de uma escola estadual de Piracicaba (SP), nesta quinta-feira (1º), não sente um dos braços, segundo a família. A aluna foi esfaqueada por um colega de classe durante discussão na hora do intervalo. O agressor pulou o portão da unidade e fugiu.

A adolescente precisa fazer uma tomografia para receber diagnóstico exato de seu estado de saúde, de acordo com o pai dela, um metalúrgico de 47 anos. "Estou desesperado porque ela não sente o braço direito", disse

Muito nervosa, a mãe da jovem não quis falar com a reportagem. A agressão ocorreu na Escola Estadual Elias de Mello Ayres por volta das 9h30.

A vítima foi atingida pelo irmão de uma garota com quem ela discutia na porta do banheiro da unidade de ensino.
Parte dos alunos foi dispensada, e a Polícia Militar (PM) foi até o local. O motivo da briga ainda é investigado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu a estudante de 15 anos, que foi levada para o pronto-socorro do bairro Vila Rezende.

Uma aluna de 15 anos que viu as cenas disse que ficou muito abalada com a situação. "As duas meninas estavam brigando. O irmão de uma delas chegou e começou a chutar a outra até que ela caiu no chão. Depois, ele a esfaqueou na cabeça", disse a testemunha.
"Saía muito sangue da cabeça dela", afirmou. Ainda de acordo com a estudante, o garoto conseguiu fugir pulando o portão da escola.

Secretaria de Educação
As famílias dos alunos envolvidos na briga foram chamados pela direção da escola. A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou em nota que "lamenta profundamente o ato de agressão" ocorrido em Piracicaba e que "todas as providências foram tomadas para garantir o atendimento médico imediato da aluna".

A secretaria afirmou ainda que os responsáveis pelos estudantes foram convocados e o Conselho Tutelar foi acionado. "O agressor foi suspenso e o Conselho Escolar irá se reunir para definir mais medidas educacionais, com base no regimento escolar", diz a nota.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba. Os alunos ficaram nervosos com a situação. A direção da escola liberou aqueles que quiseram ir embora. As aulas, entretanto, ocorreram normalmente no período da tarde.
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