Investigadores dizem ter 90% de certeza de que bomba derrubou avião no Egito

Dados de uma das caixas-pretas revelaram "forte barulho" antes da queda do avião, que estava em piloto-automático.

Destroços da aeronave que caiu no Egito no último sábado: 224 pessoas morreram na tragédia

A comissão de peritos egípcios que investiga o acidente do último dia 31 de outubro na Península do Sinai afirmou que as chances de o Voo 9268 ter sido derrubado por uma bomba são de 90%, neste domingo (8), de acordo com sites de notícias internacionais. A queda da aeronave da companhia russa Metrojet deixou um total de 224 mortos e a responsabilidade por ela foi reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico, que domina uma ampla área nos territórios da Síria e Iraque, além de possuir filiais em países como o Egito.

No sábado (7), os dados de uma das caixas-pretas do Airbus A321 revelaram um forte barulho, "que sinalizam uma bomba", um segundo antes da queda do avião no Egito. A confirmação, aliada a outras pistas, como o fato de a aeronave estar em piloto-automático no momento do acidente, cravou como praticamente certa a tese de que uma bomba tenha sido a responsável por derrubar o avião, possibilidade admitida inclusive pelo presidente dos EUA, Barack Obama, e pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.


"Escuta-se um ruído no último segundo de gravação de vozes na cabine", disse uma fonte ligada às investigações no Egito, no sábado (7). É investigada a possibilidade de o explosivo ter sido colocado por um funcionário do Aeroporto Sharm el-Sheikh, que recebe voos repletos de turistas para conhecer os resorts e paisagens da Península do Sinai, de onde a aeronave decolou.

Os prognósticos de terrorismo, em ataque já reivindicado duas vezes pelo grupo jihadista Estado Islâmico, também levou autoridades de países como o Reino Unido e a própria Rússia a suspender todos os voos para o Egito. Um dia antes da decisão, o governo Vladimir Putin havia pedido "cautela" na divulgação de "rumores" sobre o acidente.

Violento e rápido
Além do estrondo, a caixa-preta confirmou que aquilo que levou o avião à queda teve como característica ter sido algo "violento e rápido". Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias France Presse, a revelação, aliada aos dados recolhidos no local da tragédia e à experiência dos investigadores, "privilegiam fortemente" a hipótese de um atentado ter sido o responsável pelas 224 mortes.

Segundo os dados fornecidos pela caixa, "tudo estava normal, absolutamente normal durante o voo e, de repente [no 24º minuto do traslado], não há mais nada”, indicou a mesma fonte. “Isto dá a sensação de rapidez, do caráter imediato” dos acontecimentos, disse ela, no momento em que as duas caixas pretas do aparelho, uma que contém os parâmetros do voo e outra que registra as conversas da tripulação, foram analisadas.

A partir daquele minuto, acrescentou a fonte, as duas caixas-pretas do aparelho deixaram de funcionar abruptamente, evidenciando uma provável "descompressão explosiva muito repentina”. De acordo com a rede de notícias norte-americana CNN, a aeronave estava em piloto-automático no momento da queda.


Fonte: CNN
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