Justiça do RN suspende audiência de acusado de matar lutador de MMA

Justiça concedeu prazo de 10 dias para a defesa apresentar testemunhas.
Iranildo Félix é apontado como autor dos disparos que matou Luiz de França.



A Justiça suspendeu a audiência de instrução do tenente da Policial Militar Iranildo Félix, apontados pelo Ministério Público Estadual como responsáveis pela morte do lutador de MMA Luiz de França, em fevereiro de 2014. O juiz Fábio Ataíde acatou o pedido da defesa e concedeu um prazo máximo de 10 dias para que testemunhas de defesa que faltaram à audiência desta sexta (20) possam ser apresentadas.

Iranildo se apresentou na manhã desta sexta-feira (20) no Fórum Miguel Seabra Fagundes sob forte protesto de familiares e amigos do lutador, que pediam por justiça. Todas as testemunhas de acusação e cinco testemunhas de defesa foram ouvidas entre a manhã e a tarde.

O pedido da família e da acusação é que tanto Iranildo quanto Moisés Gonçalo do Nascimento, apontado como o homem que ajudou Iranildo, que seria o autor dos disparos, pilotando a motocicleta que foi usada na fuga, sejam levados a júri popular.

"As provas são contundentes. Existe todo um conjunto probatório mostrando que, efetivamente, os acusados participaram na morte de Luiz de França e o Ministério Público, diante do que está presente nos autos, vai pedir que o caso seja levado a júri popular", explicou o promotor Luiz Eduardo Marinho.

O crime

O professor de musculação e lutador de MMA Luiz de França Sousa Trindade, de 25 anos, foi assassinado a tiros por volta das 9h da manhã do dia (10), na calçada da academia Alta Performance, que fica na rua Serra da Jurema, no conjunto Cidade Satélite, Zona Sul de Natal. Segundo a polícia, ele foi atingido por vários disparos de pistola calibre ponto 40. Na ocasião, o professor e atleta de jiu-jitsu e luta olímpica Ademir Júnior, conhecido como Júnior Sustagen, também foi atingido pelos disparos.
Luiz de França foi assassinado dentro de academia em Natal (Foto: Luiz de França/Arquivo pessoal)
Sustagem contou como o crime aconteceu: "Saímos da academia na mesma hora por coincidência. Dois homens chegaram em uma moto. Um desceu e deu o primeiro tiro a queima roupa na cabeça do Luiz. O terceiro tiro acertou minha perna esquerda, atravessou e pegou na direita", relatou. A bala rompeu o tendão da perna direita de Sustagen. "Dei sorte", disse ele.

Na mesma manhã, o delegado Sílvio Fernando, titular da 11ª DP, apontou o tenente da Polícia Militar Iranildo Félix como suspeito de ter efetuado os disparos. "Na academia disseram que o tenente era muito violento. Por esse motivo, ele deixou de ser aluno. A academia devolveu o dinheiro dele e o excluiu", afirmou Sílvio. Um eventual desentendimento entre o PM e o lutador, naquele momento, foi apontado como linha de investigação para a motivação do crime.


Fonte: intertv
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