Execução do radialista Israel Silva foi planejada com antecedência, diz Polícia

A Polícia divulgou novas informações sobre o assassinato do radialista Israel Gonçalves da Silva, morto no município de Lagoa de Itaenga, em PE, no último dia 10 de novembro. Segundo informações dos Delegados Pablo de Carvalho e João Gaspar, à frente das investigações, quatro dos suspeitos teriam se reunido, na primeira semana de novembro, num ponto próximo ao local em que iriam executar o crime. Um dos integrantes da quadrilha foi excluído da execução por ser considerado imaturo.
Delegados Pablo de Carvalho e João Gaspar apresentaram detalhes do crime (Foto: Camila Torres/TV Globo)
No fim de semana que antecedeu o assassinato, um dos três suspeitos procurava o radialista pela cidade para apontá-lo à dupla que iria executar o crime. Israel Silva, porém, foi visto somente na segunda-feira, 9 de novembro, levando seu filho à escola. Na terça feira, 10 de novembro, o radialista foi seguido por um dos suspeitos. Ao chegar numa loja de informática, a vítima foi rendida pelo criminoso e executada no mesmo local, com cinco tiros de revólver e um tiro de espingarda.

De acordo com a Polícia, a abordagem foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Dois dos suspeitos que participaram da execução já haviam sido presos anteriormente, nos dias 16 e 21 de novembro, mas as investigações ainda corriam sob sigilo. Um deles, responsável por atirar no radialista com uma espingarda calibre 12, ainda está foragido.

Entenda o caso
O radialista Israel Silva foi morto a tiros na manhã do último dia 10, dentro de uma loja na Avenida Manoel José da Silva, no centro de Lagoa de Itaenga. A vítima, que também era guarda municipal, tinha um programa de rádio sobre segurança e política. Segundo a Polícia Militar, a opinião forte que ele emitia na rádio pode ter motivado crime.

Na ocasião, a PM informou que dois suspeitos teriam cometido o assassinato, utilizando arma de grosso calibre — Israel Silva foi atingido por pelo menos dois disparos: no braço e no pescoço. No dia do crime, duas pessoas foram detidas e dois adolescentes foram apreendidos na cidade. À época, no entanto, o delegado Pablo de Carvalho disse que ainda não sabia se os suspeitos tinham envolvimento com a execução do radialista.

No mesmo dia do crime, o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, o tenente-coronel João Bosco, mencionou que a execução pode estar relacionada à atividade profissional do radialista. “É uma linha de investigação, visto que ele era bastante ostensivo em algumas opiniões, tanto na área policial, em relação a alguns acusados de crimes na área, quanto com relação à política do município”, explicou.



Fonte: avozdavitoria
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