RJ: Hospital Geral da PM sofre com falta de termômetro e refeição para pacientes

No Hospital Central da PM, no Estácio, faltam equipamentos básicos. Segundo um médico da corporação, a emergência não tem nenhum oxímetro (aparelho que mede a saturação de oxigênio), e faltam equipamentos para medir pressão e até termômetros. Na última sexta-feira, 25 pessoas — o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Pacheco, o ex-diretor de Finanças, Kleber Martins, e o ex-gestor do Fundo de Saúde da PM, Décio Almeida — foram acusados de desviar R$ 16 milhões do Fundo Único de Saúde da PM, o Fuspom.
Sem funcionários terceirizados, policiais ajudam na alimentação dos pacientes
— Faltam compressas, seringas de 3ml e até receituário no Setor de Pronto Atendimento. Tem cirurgia sendo suspensa por escassez de alguns itens. A infraestrutura também é sucateada, há setores com gambiarras em ventiladores e aparelhos de ar-condicionado que não refrigeram. E já aconteceu de ter procedimento suspenso porque o elevador não funcionava — contou o militar.

Internada após dar à luz, a mulher de um subtenente confirmou a falta de material e remédios. Lembrou que, durante seu parto, na quinta-feira, o médico precisou de um item e não obteve.
— A enfermeira teve que ir procurar e ele ficou falando que queria trabalhar e não tinha material. Faltam remédio e até açúcar para o suco. A única coisa que vejo são policiais se desdobrando para exercer funções que nem são suas — desabafou.

Outro médico do Hospital Central da PM ouvido pelo EXTRA confirmou que há déficit de profissionais e desvio de função na unidade.

— Trabalhamos com três escalas extras, uma para emergência, uma para triagem e uma de sobreaviso. Há técnicos de enfermagem e praças tendo que cumprir escala adicional no rancho. E, para piorar, recebemos um comunicado que devemos ficar disponíveis de 21 de dezembro a 2 de janeiro. E se a minha escala de sobreaviso bater com uma da rede estadual? — questiona o médico.
No fim de semana, os policiais tiveram que se virar em mais uma função. Por falta de pagamento, funcionários da empresa terceirizada responsável pelo preparo da alimentação dos pacientes internados na unidade entraram em greve e os praças foram para o fogão.

Ao meio-dia, como a refeição ainda não havia sido distribuída, acompanhantes começaram a comprar quentinhas na rua. Era 12h30m quando os praças começaram a subir com a comida para levar para os pacientes.

— O pessoal está de greve e estamos segurando essa aí— disse um dos soldados.


Fonte: extra



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