Delegado é multado em R$ 8.800 por juiz, após recusar-se a entregar a arma durante audiência

Um delegado da Polícia Civil do Rio foi multado por um juiz após recusar-se a acautelar a arma ao ingressar no Fórum de Nilópolis, na Baixada Fluminense. O caso ocorreu na última quarta-feira, quando havia uma audiência relativa a um processo por porte ilegal de arma de fogo.

O Fórum de Nilópolis, onde ocorreu o caso
Segundo o despacho assinado pelo magistrado Alberto Fraga, o delegado Fábio Freitas Salvadoretti, lotado na Divisão de Homicídios da capital, chegou a afirmar que só entregaria sua arma “mediante ordem pessoal do juiz”. Contudo, Salvadoretti teria, mesmo assim, se negado a obedecer a determinação, que atende a uma norma do Tribunal de Justiça do Rio, obrigando todos os policiais a desarmarem-se ao ingressar nas dependências do Poder Judiciário.

Ainda de acordo com o texto do despacho, ao ser convocado para depôr em juízo, o delegado permaneceu no estacionamento do Fórum. Após ser convencido por um promotor, o policial seguiu até a sala de audiência, onde foi informado de que não seria mais ouvido. “Entretanto, ao ingressar na sala para ser dispensado e após ser novamente informado por este magistrado que havia causado uma demora de vinte minutos para subir do estacionamento até a sala de audiências e após começar a ser advertido das sanções para o seu ato, o delegado respondeu que poderia este magistrado agir na forma da lei”, escreve o juiz.

O magistrado decidiu, então, multar o delegado no valor de dez salários mínimos, o equivalente a R$ 8.800. Além disso, o juiz oficiou sobre o ocorrido a Corregedoria e a chefia da Polícia Civil, a presidência do Tribunal de Justiça e a Promotoria, “para que apure eventual crime de desobediência”.
O EXTRA procurou o delegado Fábio Salvadoretti, que informou que só se manifestaria por intermédio da assessoria de imprensa da Polícia Civil. A corporação, por sua vez, enviou uma nota em que afirma que “a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) aguarda manifestação do juiz.” O Tribunal de Justiça do Rio, por sua vez, não respondeu ao contato do EXTRA.

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