Presídios do Rio podem ficar sem câmeras por causa de dívida

As câmeras de monitoramento das 55 unidades prisionais do Rio, além de portais de segurança, raquetes e "banquinhos" detectores de metais podem ficar sem manutenção a partir do próximo dia 20. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) acumula R$ 2,6 milhões em dívidas com a Tech Info Works, empresa responsável pelo serviço. Há quase nove meses sem pagamento, a companhia ameaça parar as atividades prestadas à secretaria.
Bangu 3: monitoramento na unidade continuou, mesmo com pausa da empresa
No início de novembro do ano passado, a Tech Info chegou a fazer uma paralisação de uma semana, após o contrato com a Seap ter chegado ao fim. No período, a empresa continuou fazendo manutenção apenas dos equipamentos em Bangu 1 e 3, consideradas as unidades mais críticas do sistema. A primeira é de segurança máxima e a segunda, abriga as lideranças da maior facção criminosa do Rio.

Depois da semana de pausa, na segunda quinzena de novembro, a Tech Info voltou a prestar seus serviços. Na ocasião, o contrato da empresa com a secretaria foi prorrogado por mais dois meses, até o próximo dia 20, data em que a empresa ameaça parar mais uma vez.

Procurada, a Seap informou apenas que foi realizado um Termo de Ajustamento de Contrato com a Tech Info, que está fazendo a manutenção dos equipamentos. A pasta não respondeu, no entanto, se há previsão para a dívida ser quitada ou para escolher uma nova empresa para prestar o serviço.

A falta de pagamento já afeta o fornecimento de tornozeleiras eletrônicas para monitorar presos do Rio. A Seap não paga a Spacecom, empresa responsável pelo serviço, há mais de 90 dias. Novas tornozeleiras não estão sendo fornecidas. Até a última segunda-feira, a Vara de Execuções Penais (VEP) já tinha concedido 120 benefícios de Prisão Albergue Domiciliar (PAD) sem o equipamento.


Fonte: extra
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