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terça-feira, 2 de setembro de 2014

PM que adquiriu transtorno afetivo bipolar será indenizado pelo Estado...


 A juíza Francimar Dias Araújo da Silva, condenou o Estado do Rio Grande do Norte a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil, mais juros e correção monetária, a um Policial Militar em razão deste ter adquirido transtorno afetivo bipolar em razão do exercício da função que exercia, tornando-o incapaz definitivamente para o serviço ativo, conforme fartamente constatado pela própria Administração.
Na ação, o autor informou que é servidor público estadual vinculado aos quadros da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, na qualidade de soldado desde o ano de 2004. Alegou que há mais de seis anos vem se submetendo a intensos tratamentos psiquiátricos que, inicialmente, emanaram da síndrome do pânico, mas que no decorrer do tempo constatou-se a presença de várias outras mazelas do gênero, as quais se desencadearam durante o serviço ativo militar e pela maciça utilização de remédios e afins.
Argumentou que desde então encontra-se em efetivo tratamento da enfermidade psíquica, que se manifesta como depressão e ansiedade exacerbada, conforme laudo médico expedido pela Junta Policial Militar de Saúde, de 06 de junho de 2011, que atesta que seu estado clínico compatível com o CID – F31 (transtorno afetivo bipolar).
Ele disse que já havia sido dispensado pela Junta Militar Policial de Saúde das atividades de educação física, instrução e serviço ostensivo, noturno e de guarda, sendo, ainda, proibido de portar arma de fogo e de participar do regime de escala de serviço, bem como, licenciado em várias oportunidades para tratamento de saúde, assegurando ao praça unicamente o dever de trabalho administrativo perante a corporação militar.
Mesmo após tal enfermidade e as limitações médicas impostas pela corporação militar, exerceu sua função administrativa perante o Presídio Estadual de Parnamirim, localidade de alta periculosidade, dado ao contato contínuo com vários infratores e marginais que se encontram recolhidos em tal estabelecimento prisional.
Inadequação
Em que pese o fato de estar designado para trabalho meramente administrativo, encontrava-se com o mesmo nivelamento psíquico incompatível com as atribuições militares, ainda mais estando lotado em Presídio Estadual onde estão abrigados diversos delinquentes, refletindo uma inadequação total frente ao seu tratamento psíquico.
Em 12 de março de 2008 foi pedido ao Diretor de Saúde da PM a inspeção e reforma do autor, pela Junta Médica de Saúde da Polícia Militar, e diante de sua inércia, ingressou com medida judicial pleiteando tal direito, o qual foi reconhecido em decisão colegiada na Apelação Cível nº 2010.007591-2.
O pleito de reforma da praça foi novamente apreciado administrativamente pela Junta Médica da PM/RN no mês de junho de 2011, cujo parecer médico atestou expressamente a incapacidade definitiva para exercer as atividades de Policial Militar, não podendo prover meios para sua subsistência, devido à patologia catalogada no CID F 31 (Transtorno afetivo bipolar) a contar de 06 de junho de 2011. A Ata de Inspeção de Saúde exarada na Sessão nº 063.1/2011 comprovou a necessidade de reforma da praça, bem como a sua isenção de imposto de renda;
A magistrada considerou a responsabilidade objetiva do Estado no caso, assim como o fato de que o Estado não conseguiu comprovar a ausência de culpa de sua parte. Ela constou nos autos a vasta ratificação médica, inclusive pela própria Administração, descrevendo a enfermidade que acomete o autor e sua relação de causa e efeito com o trabalho que exercia, sendo, pois, necessária sua reforma por se tratar de incapacidade definitiva para o serviço ativo da Polícia Militar.
Processo nº 0802138-52.2012.8.20.0001
TJRN
Blog do BG
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Detentos prometem caos no sistema prisional, se diretor não deixar pavilhão em Alcaçuz...


Presos de seis penitenciárias do Rio Grande do Norte estão em greve de fome desde esta segunda-feira (1)

RTHERH
Diego Hervani
diegohervani@gmail.com
Depois de passarem mais de 24 horas sem aceitar as refeições que foram servidas pelos agentes penitenciários, nesta terça-feira (2) os detentos de um dos seis presídios do Rio Grande do Norte que estão fazendo greve de fome divulgaram uma carta com reivindicações para que a manifestação acabe, caso contrário ameaçam que um verdadeiro “caos” pode ser instalado no sistema prisional do Estado.
As reivindicações foram recebidas e divulgadas pela advogada Magda Martins, que tem clientes nos presídios que estão promovendo a manifestação. “Eu estava saindo de uma audiência quando a mãe de um dos meus clientes chegou com essa carta, pedindo para que eu divulgasse. Ainda estou me inteirando sobre o assunto e irei procurar os responsáveis para tentar discutir essa situação”, destacou.
Na carta, são sete os pontos apresentados pelos detentos. O principal deles é a cobrança pela saída do diretor do Presídio Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz, Osvaldo Rossato Júnior. “Queremos, através deste comunicado, levar ao conhecimento da sociedade e das autoridades a degradação humana e os maus tratos que estamos sofrendo através do diretor deste presídio, Oswaldo Júnior, com a conivência da administradora do sistema penitenciário, Dinorá Simas”, diz um trecho da pauta.
Os presos ainda pedem a liberação para o uso de aparelhos de televisão nas unidades onde não é permitido, como o pavilhão Rogério Coutinho Madruga; fim de supostos atos de tortura; dois dias para visitas, sendo um dia para visita íntima e outra para visita social; fim das sanções coletivas; e facilitação para atendimento médico e odontológico.
Também na carta, os detentos ameaçam transformar o sistema prisional do Estado em um verdadeiro “caos”. “Caso essa reivindicação não seja atendida (a saída de Osvaldo Júnior), o que é uma rebelião pacífica, pode se tornar em um verdadeiro caos no sistema prisional, o que não queremos que aconteça”. O Jornal de Hoje tentou contato com a diretora da Coordenadoria de Administração Penitenciária do Estado (Coape), Dinorá Simas, mas até o fechamento desta edição ela ainda estava em reunião com os diretores dos presídios que estão tendo problemas com a greve de fome.
A ação dos detentos começou na manhã desta segunda-feira (1), quando eles não quiseram se alimentar com a comida servida durante o café da manhã, rotina que se seguiu com as outras refeições. A greve ocorre nas seguintes unidades: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim; Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; e Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim.
Na Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado, dos quatro pavilhões onde estão encarcerados 900 detentos, três aderiram à greve, totalizando 550 presos sem se alimentar. Na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, 350 dos 400 presos se mobilizaram. Na Penitenciária Estadual de Parnamirim, os 497 detentos dos dois pavilhões evitaram as refeições. Na Penitenciária do Seridó, 310 dos 470 apenados não aceitaram as refeições. Já na Cadeia Pública de Natal, os 400 presos dos dois pavilhões aderiram ao movimento.
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Sem pagamento, delegacia em Natal recebe ordem de despejo da Justiça...

02/09/2014 14h59 - Atualizado em 02/09/2014 15h34


Delegacia da Criança e do Adolescente fica no bairro Tirol, na Zona Leste.
Ordem de despejo é assinada pelo juiz da Vara da Infância, Homero Grec.

Do G1 RN
Delegacia funciona no mesmo prédio desde 2001. (Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)Delegacia funciona no mesmo prédio desde 2001
(Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)
Por falta de pagamento do imóvel, a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente de Natal (DCA) recebeu uma ordem de despejo da Justiça do Rio Grande do Norte nesta terça-feira (2). A estrutura funciona em um prédio no bairro Tirol, na Zona Leste da capital potiguar. A ordem de despejo é assinada pelo juiz da Infância e da Juventude, Homero Lechner.

O delegado Gustavo Santana, do setor administrativo da Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) informou que não sabia que o prédio era alugado. De acordo com o delegado, a Degepol acreditava que era proprietária do prédio e por isso não pagava o aluguel. O imóvel, segundo o setor administrativo da Degepol, pertence à Secretaria Estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas). A secretaria ficou de confirmar a informação.

De acordo com a titular da DCA, delegada Rossana Pinheiro, o local continua funcionando normalmente e não há data para que o imóvel seja desocupado. O juiz Homero Lechner sugeriu que a delegacia fosse transferida para o prédio do -Centro Integrado de Apoio ao Adolescente (Ciad) da Zona Oeste ou do S.O.S Criança.

A delegacia funciona no prédio do bairro Tirol desde 2001.
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Presos de mais 2 unidades aderem à greve de fome nos presídios do RN...

02/09/2014 11h11 - Atualizado em 02/09/2014 12h59

Detentos de dois presídios de Mossoró também se recusam a comer.
São 2.500 presos protestando em 8 presídios; motivo ainda é mistério.

Do G1 RN
Presos da Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio e da Cadeia Pública de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, aderiram à greve de fome dos detentos. A informação foi confirmada pela diretora da Coordenação de Administração Penitenciária do estado (Coape), Dinorá Simas. Agora, são oito as unidades prisionais do estado nas quais os presos se recusam a comer. O motivo ainda é mistério.
A direção da Coape informou que não existe, até o momento, uma pauta de reivindicações ou algo que justifique a greve de fome. Segundo levantamento feito pelo G1, com base nos dados repassados pela própria Coape e diretores dos presídios - além das duas unidades de Mossoró que aderiram à greve de fome - os presos também não querem comer na Penitenciária de Alcaçuz - que fica em Nísia Floresta; no Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz; na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP); na Cadeia Pública de Natal; na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ceará-Mirim. Juntas, as unidades possuem cerca de 2.500 apenados.
Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Ricardo Araújo/G1)Penitenciária Estadual de Alcaçuz
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
Situação
Na Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado, dos quatro pavilhões onde estão encarcerados 900 detentos, três aderiram à greve, totalizando 550 presos sem se alimentar. Os presos costumam fazer quatro refeições por dia em Alcaçuz. É servido pão e café pela manhã e à noite, enquanto as quentinhas são distribuídas no almoço e jantar. "Para não perder tudo, redistribuímos a comida com os 350 presos que estavam comendo normalmente", explica o diretor da unidade, Ivo Freire, que pretende visitar os pavilhões nesta terça para apurar o motivo da greve de fome.
Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, em Alcaçuz (Foto: Ricardo Araújo/G1)Presídio Rogério Coutinho Madruga
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
Enquanto isso, na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, 350 dos 400 presos se mobilizaram. Com isso, cerca de 700 quentinhas servidas no almoço e jantar desta segunda estragaram. O diretor da unidade, Osvaldo Rossato, não recebeu reivindicações. "Não temos notícia do que seja", afirma.
O diretor da Penitenciária Estadual de Parnamirim, Durval Oliveira Franco, informou que também não houve registro de tumulto entre os 497 presos da unidade. "Os dois pavilhões evitaram as refeições o dia todo. O movimento foi silencioso. As quentinhas se perderam todas", relata.
Penitenciária Estadual do Seridó foi interditada (Foto: Ilmo Gomes)Penitenciária do Seridó
(Foto: Ilmo Gomes)
Na Cadeia Pública de Natal, a solução encontrada pelo diretor Eider Pereira de Brito foi doar as refeições para bairros periféricos da cidade. "Os 400 detentos dos dois pavilhões aderiram. Já doamos as sobras para comunidades carentes", diz. O diretor também informou que vai apurar o motivo da greve de fome com os detentos nesta terça.

De acordo com o vice-diretor da Penitenciária do Seridó, Ednaldo Cândido Dantas, a maior parte da comida estragou. "A carne deu para colocar no freezer e evitar o desperdício", conta. Na unidade, 310 dos 470 apenados não aceitaram as refeições. Participam da greve de fome os detentos dos dois maiores pavilhões da penitenciária, que possui um total de cinco pavilhões.
Já no CDP de Ceará-Mirim, segundo Dinorá Simas, 50 presos estão sem comer.
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Menino de 11 anos foi morto porque pai reclamou de viciados, diz polícia...

02/09/2014 12h28 - Atualizado em 02/09/2014 12h31


Luiz Juan Pereira foi morto em casa, em Mossoró, RN, enquanto dormia.
Inquérito foi concluído nesta terça (2); suspeitos negaram o crime.

Fernanda ZauliDo G1 RN
Foto de Luiz Juan Pereira com 9 anos. Garoto foi morto com um tiro em Mossoró. (Foto: Reprodução/Arquivo da família)Foto de Luiz Juan Pereira com 9 anos. Garoto foi
morto com um tiro (Foto: Arquivo da família)
O menino Luiz Juan Pereira, de 11 anos, foi morto com um tiro dentro de casa, em Mossoró, enquanto dormia porque o pai reclamou de duas pessoas que "fumavam maconha" em frente a casa dele dias antes. A informação é do delegado Clayton Pinho responsável pela investigação do caso e foi repassada à imprensa em coletiva realizada nesta terça-feira (2) em Mossoró. Segundo ele, o inquérito foi concluído e remetido à Justiça. Os suspeitos, um menor de 16 anos e um rapaz de 19, negaram o crime e estão soltos. Um terceiro envolvido no crime ainda não foi identificado pela polícia.
"Esses garotos fumavam maconha bem próximo à casa dessa família e os pais de Luiz Juan não eram coniventes. Eles nunca acionaram a polícia, mas reclamaram com os rapazes. Essa era a única desavença da família com os dois", disse o delegado. Em depoimento à polícia os suspeitos negaram a autoria do crime, mas o delegado reafirmou que indícios apontam eles como autores.
O crime
crime aconteceu na madrugada do dia 17 de agosto em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A mãe do garoto relatou à polícia que estava dormindo com Luiz Juan quando ouviu um chamado do lado de fora. No momento em que abriu a porta da frente pensando ser o marido que havia chegado, os três suspeitos entraram.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda esteve no local após Luiz Juan ser baleado, mas a criança já estava morta.
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Morte de menino de 11 anos será investigado pela Delegacia de Homicídios de Mossoró (Foto: Marcelino Neto/O Câmera)Suspeitos da morte de menino de 11 anos estão soltos (Foto: Marcelino Neto/O Câmera)
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Presidente do MSF diz que mundo não está conseguindo conter a ebola...


A presidente da organização humanitária internacional Médicos sem Fronteiras (MSF), Jeanne Liu, disse hoje (2) que o mundo está “perdendo a batalha” contra a epidemia do vírus ebola, que continua progredindo na África Ocidental.

“Em seis meses da pior epidemia de ebola da história, o mundo está perdendo batalha. Os líderes não estão conseguindo travar esta ameaça transnacional”, disse Jeanne Liu, durante discurso nas Nações Unidas, em Nova Iorque, divulgado pela organização humanitária.

“O anúncio [da Organização Mundial de Saúde (OMS)], de 8 de agosto, de que a epidemia constituía uma ‘emergência de saúde pública de preocupação internacional’ não levou a uma ação decisiva e os estados uniram-se essencialmente numa coligação global de inatividade”, criticou a representante do MSF.

No mesmo discurso, Jeanne Liu pediu à comunidade internacional para financiar a instalação de mais camas para uma rede regional de hospitais de campanha, o envio de pessoal médico qualificado e a distribuição de laboratórios móveis na Guiné-Conacri, em Serra Leoa e na Libéria.

O vírus do ebola, para o qual não existe tratamento, nem vacina, causou, até 26 de agosto, mais de 1.500 mortes em 3.069 casos registados pela OMS. Destes casos, a Libéria registrou 694, a Guiné-Conacri 430, Serra Leoa 422 e a Nigéria seis.

A OMS indicou hoje que a epidemia fez 31 vítimas na República Democrática do Congo, esclarecendo que a doença permanece circunscrita à região Noroeste do país. Perante o atual ritmo de contágio, a agência das Nações Unidas indicou que demorará entre seis meses a nove meses, e uma verba de pelo menos US$ 490 milhões, para conseguir controlar a epidemia, que poderá atingir 20 mil pessoas.

Agência Brasil
Tribuna do Norte
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Servidores da Justiça Federal vão manter paralisação...

Após Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã desta segunda-feira, 1º de setembro, durante a concentração de greve, os servidores do TRE, TRT e JFRN decidiram pela manutenção e fortalecimento da greve por tempo indeterminado no Rio Grande do Norte. Os servidores do Judiciário Federal estão mantendo apenas 30% dos serviços, desde o dia 21 de agosto. O RN foi o sexto estado do país a parar as atividades por reposição salarial.

Na quinta-feira da semana passada (28) a presidente Dilma Rousseff anunciou o corte do Judiciário para 2015, medida criticada pela categoria, que considera que a greve está se fortalecendo no Estado e que o momento é favorável para pressionar por um acordo entre o Judiciário e o Governo Federal a fim de garantir o reajuste emergencial para 2015.

Caminhada
Começou nesta segunda-feira (01), em todo o país, a Semana da Indignação que segue até o dia 5 de setembro, com atos e apagões. Em Natal será realizada uma caminhada na manhã desta terça-feira (02), saindo às 11 horas, do TRT com destino à Justiça Federal, com o objetivo de fortalecer o movimento na Justiça Federal do RN.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/servidores-da-justia-a-federal-va-o-manter-paralisaa-a-o/291955
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Delegados negam subnotificação...

Pedro Andrade
repórter

À frente das únicas delegacias que atendem o terceiro maior município do Estado, os delegados titulares dos 1º e 2º Distrito Policial de Parnamirim discordam dos números apresentados pelo Ministério Público referente às subnotificações de homicídios em 64 municípios do Rio Grande do Norte. Ronaldo Gomes e Antônia Deusa Alves Martins dos Santos, titulares do 1ª e 2ª DP respectivamente, garantem que os 82 inquéritos em andamento correspondem a todos os homicídios ocorridos na cidade e que o principal obstáculo encontrado é a população evitar prestar depoimento sobre os casos. De acordo com o MP, dos 41 homicídios registrados e monitorados pelo órgão em Parnamirim de janeiro a abril, três chegaram ao Judiciário.
Magnus NascimentoNa 1ª DP de Parnamirim, 75 dos 298 inquéritos abertos este ano dizem respeito a homicídio dolosoNa 1ª DP de Parnamirim, 75 dos 298 inquéritos abertos este ano dizem respeito a homicídio doloso

No 1ª DP de Parnamirim, 75 dos 298 inquéritos instaurados entre janeiro e agosto deste ano dizem respeito a homicídio doloso ocorridos em Parnamirim, exceto o bairro de Nova Parnamirim. Os outros sete foram registrados no 2º DP, que atende o bairro de Nova Parnamirim, Pium e Pirangi do Norte. Apesar de não saber precisar quantos foram remetidos ao Judiciário, o delegado Ronaldo Gomes garante que todos foram registrados e estão sendo investigados. “Em todos os casos de morte foram instaurados inquéritos, mas é necessário participação da população além das provas materiais”, afirma.

Mesmo reconhecendo defasagem da Polícia Civil, o delegado afirma que o maior problema no andamento dos casos não é estrutural. “A polícia está defasada e não só aqui, em todo o RN. Mas o principal fator é o pessoal não querer testemunhar com medo de virar uma nova vítima”, garante. Ronaldo Gomes atribui esse medo aos altos índices de violência que o Estado vem apresentando. 

Segundo a delegada Antônia Deusa dos Santos, esse fator também atrapalha o andamento das investigações já em curso. Neste ano, sua delegacia abriu sete inquéritos por homicídio, dos quais três foram solucionados com prisão dos acusados e outros quatro estão em andamento.

“Se preciso de tempo para investigar determinado homicídio junto com outros crimes, isso vai demorar mais. Faltam ações preventivas contra a violência para impedir que esses casos aumentem, além da consciência da população para procurar os órgãos de segurança”, avalia.

Devido à demanda, Ronaldo Gomes conta que o 1º DP trabalha com uma equipe voltada apenas aos homicídios. “A delegacia tem 30 policiais no quadro, divido em duas equipes, uma voltada para os homicídios e a outra para o restante dos crimes”, explicou. A equipe de um delegado, um escrivão e quatro agentes para os homicídios está atualmente desfalcada, segundo Gomes, porque após a saída do segundo delegado em julho ainda não foi reposto. Mas, a expectativa é que haja uma nomeação este mês.

Tanto Antônia Deusa quanto Ronaldo Gomes afirmam que o quadro de pessoal está aquém do ideal, mas não estipulam o quantitativo necessário. “Hoje são 13 agentes, uma delegada, uma escrivã, um chefe de investigações e duas viaturas. Não é o ideal, mas é suficiente”, disse Antônia Deusa. Já o titular do 1º DP, afirma que isso é uma “questão política” e que prefere não se envolver.

O relatório referente aos homicídios do primeiro quadrimestre de 2014 foi apresentado pelo Centro de Apoio às Promotorias de Justiça Criminal (Caop) no dia 26, apontando 41 homicídios no período em Parnamirim, dos quais três chegaram à Justiça. Segundo o MP, o documento foi motivado pela diferença entre o número de inquéritos abertos e o de crimes computados. 

Entre janeiro e abril deste ano foram 550 vítimas de execução nos 64 municípios monitorados. Desse total, apenas 135 - dos quais 12 são atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes - chegaram ao Poder Judiciário após instauração de inquérito policial. Em 2013 foram: 299 inquéritos policiais instaurados contra 1.600 homicídios que ficaram sem investigação. A reportagem tentou durante a manhã e parte da tarde entrar em contato com a promotora Luciana Andrade, coordenadora do Caop, mas não obteve retorno.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/delegados-negam-subnotificaa-a-o/291957
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Policia militar revela que 20% do efetivo está ausente das ruas...


A Polícia Militar é a face do aparato do Estado nas ruas quando se fala de segurança pública.No caso da corporação potiguar, esta face precisa de maquiagem, já que 20% do quadro da PM está cedido ou prestando serviço a outros órgãos da administração pública.
De acordo com dados da Diretoria de Pessoal do Comando Geral, 1866 policiais estão ausentes do policiamento ostensivo. Nesta situação, de acordo   com a mesma fonte, 301 PMs estão afastados do quartel por licença médica, 700 foram designados para guardar presídios e outros 865 foram cedidos para prestar serviços a outros órgãos.
Alguns destes policiais, por exemplo, atuam em setores de cerimonial, fazem serviços de motorista, vigilantes, assistentes ministeriais ou de gabinetes de juízes e desembargadores.Ou seja, não estão atuando em sua principal finalidade: patrulhar as ruas e promover segurança à população. Alguns, inclusive, prestam serviço de segurança para autoridades.
O quadro de pessoal da PM-RN enfrenta um déficit de 4416 oficiais e praças, já que a lei estadual de fixação do efetivo da força aponta que a corporação deveria contar com 13466 membros, mas hoje só arregimenta 9050 policiais ativos. Os policiais que estão cumprindo funções em outros órgãos da administração pública dividem-se basicamente em duas vertentes.
A primeira, e mais numerosa, é a cessão de militares para 24 órgãos diferentes, como mostra uma lista da qual a reportagem teve acesso. Constam nesse rol desde a Prefeitura de Guamaré, passando pela Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência social (Sethas), até a Polícia Militar de Roraima e Polícia Civil do Estado.
    A lista, cedida pela Diretoria de Pessoal da PM-RN para a Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças (Seplan), elenca os maiores beneficiados com a cessão de 865 militares: Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (376), Gabinete Civil (139), Tribunal de Justiça (123), Assembleia Legislativa (49) e Ministério Público (48). Outros 40 policiais foram destacados para o Ministério da Justiça, compondo a Força Nacional.
Apesar de não estarem cedidos diretamente a outros órgãos, também estão fora da função de patrulhamento 700 integrantes a Companhia Independente de Policiamento de Guarda (CIPGD). Os policiais desta companhia fazem o papel de guardas nas unidades do sistema prisional potiguar, gerido pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc).
Eles ainda atuam nos locais de internamento de menores, como Centro de Educação (Ceduc) e Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Ciad), ligadas à Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac). No entanto, o entendimento jurídico a partir da legislação do sistema penitenciário federal é de que a guarda externa dos presídios deveria ser feita pelos agentes penitenciários.
Esses 700 policiais não entram na lista de cedidos por estarem nos quadros da PM, integrando uma companhia. Tanto é que a lista de policiais cedidos formatada pela Diretoria de Pessoal da PM-RN apresenta apenas 14 pessoas cedidas à Sejuc, com outras oito entidades públicas à frente no ranking das cessões.
Com informações do Novo Jornal – Paulo Nascimento
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Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores...


Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio – alunos de 11 a 16 anos – põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.

A reportagem é publicada pelo portal da BBC Brasil.
Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.

Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados – a média entre eles é de 3,4%.
Depois do Brasil, vêm a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.

O Paralelo Campestre
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Filho oferece R$ 50 na Web, em troca de sangue para sua mãe com câncer...


Intenção, afirma jovem, é compensar doadores por horas de trabalho perdidas

0119
O jovem Everton Lima Rocha, 27 anos, surpreendeu os amigos do Facebook nesta semana ao postar um pedido nada convencional. Para ajudar a arrecadar bolsas de sangue para a mãe que está com câncer, ele ofereceu R$ 50 em troca da doação. “Quis facilitar para o doador e foi a primeira ideia que veio na cabeça”, conta.
A postagem chamou atenção de quatro pessoas que se dispuseram a ajudar. Everton conta que apenas um dos doadores aceitou a quantia oferecida. Segundo o jovem, a intenção do pagamento era custear as despesas da locomoção e as horas perdidas de trabalho. “Conseguir algumas horas no trabalho para doar é muito difícil, é uma forma de compensar quem ajudasse”, ressaltou.
Na opinião de Everton, iniciativas como a dele acabam sendo necessárias devido à visão deturpada dos patrões. “Para muitos, os funcionários só doam sangue para não trabalhar e encarar dessa forma acaba prejudicando as doações”, explica. Para ele, o estímulo ao ato de doar deveria partir dos próprios chefes. “É questão de humanidade, não custa liberar um funcionário um dia para ajudar”, afirmou.
Internada há 20 dias no Hospital do Câncer, em Campo Grande, Rosiley Santana de Alcântara Lima, 48 anos, precisa de pelo menos três bolsas de sangue tipo O negativo, considerado o mais raro. Ela luta há dois anos contra um câncer no abdômen e precisa, no momento, se fortalecer para retornar com o tratamento de quimioterapia. “Nunca tinha me dado conta sobre a importância de doar sangue até precisar, nunca nem tinha doado, hoje em dia encaro de outro jeito tudo isso”, revela Everton.
Por enquanto, quatro pessoas doaram, mas ainda não é certo se elas são do mesmo grupo sanguíneo. Então, o filho esperançoso segue com a oferta. Aceitá-la ou não, ai depende do tamanho da bondade de cada um.


Fonte: Diário Digital
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