Jovem some após sair de culto evangélico e é procurada pela polícia


Pamella Dominique Silva de Abreu, de 17 anos, disse que ia comprar chicletes e não voltou. Ela saía, com a família, de um culto evangélico, na sexta-feira, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e fugiu para ir a uma festa. Mas a história não acabou aí: a jovem pode estar a dezenas de quilômetros dos parentes, acompanhada de uma suposta estranha, com ficha na polícia. O drama inclui ainda uma passagem de ônibus financiada pela Prefeitura de Niterói, também na Região Metropolitana, onde a jovem mora.

— Sabemos que ela sumiu após o culto porque quis. Mas o que aconteceu depois é estranho. Ela foi vista no Centro, visivelmente dopada e acompanhada de uma mulher que nunca vimos — desabafa o avô da jovem, que acompanha a investigação da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo: — Ela queria ir a uma festa, como toda adolescente, mas acreditamos que possa estar em risco agora.

Familiares da menor buscam informações na porta da DH.
Familiares da menor buscam informações na porta da DH. Foto: Jorge Casagrande / Agência O Globo

Depois que sumiu na sexta-feira, Pamella foi vista numa festa de música eletrônica na Concha Acústica de Niterói, no sábado. A família acredita que esse evento tenha motivado a fuga.

— Mas ela ia voltar depois, saiu apenas com a roupa do corpo — supõe uma prima.
A adolescente deixou a festa com um rapaz que conheceu num grupo de WhatsApp. O jovem foi ouvido pela polícia e revelou que se despediu de Pamella na plataforma do terminal de ônibus. Lá, ela deveria pegar o carro para o Fonseca, onde mora com os pais.

— Uma hora depois de ser deixada na plataforma, Pamella foi vista na Praça do Rink (no Centro de Niterói) acompanhada de uma desconhecida. Identificamos a mulher, que tem passagens pela polícia típicas de moradores de rua e usuários de drogas, como agressão e furtos — diz um dos policiais que investiga o caso.

Passagem dada pela prefeitura

Ao invés de pegar um ônibus para casa, como iria fazer, segundo o amigo, Pamella continuou na Praça do Rink e, provavelmente, pernoitou na rua, de acordo com a polícia. Na segunda-feira, ela e a mulher desconhecida foram até o Centro de Referência Especializado para População de Rua (Crepop), na Rua Coronel Gomes Machado, e conseguiram uma passagem de ônibus para outra cidade, a mais de cem quilômetros de Niterói.

— Os pais foram até o Crepop saber como eles deram passagem para uma adolescente. Não pediram documentos. A mulher disse que era mãe dela e conseguiu o benefício — lamenta o avô.
A prefeitura diz que a equipe do Crepop entregou à mulher solicitação de gratuidade de passagem, mas frisou que ela deveria ir ao Conselho Tutelar pedir autorização para viajar com a menor, já que a garota não tinha documentos.



Fonte: extra
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