Policiais civis decidem parar de atender nas delegacias de plantão caso presos não sejam retirados

Os policiais civis que trabalham nas delegacias de plantão de Natal, na zona Sul e Norte, decidiram que, caso os presos não sejam retirados das unidades, eles não irão mais cumprir expediente nos prédios das Plantões. De acordo com os Agentes e Escrivães, eles vão se apresentar para expediente na Delegacia Geral da Polícia Civil.

Antes disso, porém, os policiais decidiram dar um prazo até a próxima quinta-feira, dia 1º de outubro. “Os Agentes e Escrivães deliberaram e decidiram dar esse prazo à Degepol e ao Governo para a solução do problema. Caso até quinta-feira a situação permaneça como está, eles vão se apresentar para o serviço na Degepol, suspendendo atendimento nos prédios das zonas Sul e Norte”, explica Paulo César de Macedo, presidente do SINPOL-RN.

De acordo com ele, os Agentes e Escrivães das equipes de plantão querem a retirada total dos presos, bem como que a Coordenadoria da Administração Penitenciária receba os presos a qualquer hora do dia e não apenas das 8h às 17h. “Além disso, os policiais pedem que a Sejuc receba os presos sem a realização de exame de corpo delito”.

Ainda segundo o presidente do SINPOL-RN, os policiais vão comunicar a Degepol, a Sesed, a Sejuc, ao Gabinete Civil e ao Ministério Público sobre a decisão, através de ofícios encaminhados

“Existe uma decisão judicial que desobriga os policiais civis de custodiarem presos e que estabelece que as delegacias não podem abrigar presos. No entanto, isso vem sendo descumprido desde o início do ano e chegou ao ponto que os policiais não aguentam mais, estão com a saúde comprometida, com a segurança comprometida e com o trabalho comprometido, resultando em prejuízo no atendimento a população”, afirma.

As duas delegacias de plantão não têm estrutura de cela para abrigar presos, sendo feito de maneira improvisada, sem nenhum tipo de higiene ou segurança. “A Plantão Zona Sul, em Candelária, por exemplo, já foi interditada pela Vigilância Sanitária e também já foi palco de várias fugas”, ressalta Paulo César de Macedo.


Fonte: sidneysilva
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